quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bênçãos nº 13 e 14


   O plano foi: chegar ao Panamá com o hotel reservado por 1 noite, alugar um carro, dirigir por 7 horas até um hotel que vi na internet e fazer algumas coisas mais.
   Passei a primeira noite, tomei meu café-da-manhã, arrumei minhas coisas e parti pela cidade em busca do carro. Consegui 3 cartões de locadoras: 1 com mapinha, 1 só com endereço e 1 só com um site (que não existe mais).
   Com um mapa que peguei no aeroporto (que serve só para te dar uma noção de alguns pontos da cidade, sem precisão nenhuma de distância) lá fui eu em busca da loja com endereço.
   Como precisava passar na loja da Copa, e tinha uma muito bem marcada no meu mapa, na mesma região da loja que eu buscava, resolvi passar nela primeiro.
   Depois de muita dúvida, consegui me localizar no mapa (como já percebera por um relato na internet, sinalização não é o forte dos panamenhos). Atravessei a meia dúzia de quadras indicadas no mapa até a loja (que na realidade se mostraram umas 15). Ao lado da Copa o que vejo? Uma locadora de carros! (sem ser a dos cartões)
   Entrei e fui muito bem atendido por uma moça que falava português. Achei até barato, mas... (e aí vem o “porém”), só trabalhavam com cartão de crédito. Todo o meu planejamento vai por água abaixo.
   Eu bem já desconfiava dessa necessidade de cartão. A moça ainda diz que com dinheiro, só no aeroporto, e ainda assim apenas logo que se chega. Ou seja, já perdi minha oportunidade.
   ‘Será que, se eu ligar no banco e desbloquear meu cartão demora muito para eu poder usá-lo?’ Mas nem levado o cartão eu tinha. Mas ainda existia uma esperança: um dos cartões parecia dizer que aceitavam dinheiro (pelo menos foi o que o meu portunhol traduziu). Mas (e aí vem outro “porém”), adivinhe qual dos cartões falava isso. Dica: não tinha mapa e nem endereço. Enquanto eu andava em direção (eu acho) à loja cujo dono teve o bom senso de colocar o endereço no cartão já pensava num plano B: ‘Posso pedir par minha mãe alugar pela internet com o cartão dela. Mas será que as empresas alugam pela internet ou só reservam? Será que não precisa do cartão quando eu for pegar o carro, também?’ Depois de uma volta enorme (por causa de obras), resolvi comparar o mapa do cartão como o meu “mapa-guia” (eu poderia dizer que não sei porque resolvi fazer isso, mas sei que foi Deus me dando uma dica) descubro que: a loja do cartão-mapa é na quadra em frente à oficina da Copa.
   Lá vou eu voltar, porque mesmo depois de toda a volta, a do mapa ainda estava mais perto.
   Enquanto estou me aproximando do locar indicado, vejo um cassino que merece ser fotografado. Fotografo, olho para o lado e quem eu vejo? A loja do cartão sem endereço. Para que eu preciso de um endereço com Deus a me guiar? (já começou marcando antes mesmo do GPS entrar em cena). Entro na loja (que também é lan house) e o atendente me diz que a parte que aluga carros está fechada, mas que logo depois da esquina tem outra igual. Saio da loja, e antes de ir à loja indiciada, resolvo entrar numa outra, logo ao lado, que acabei de ver. Também aceitam dinheiro! Mais barato que a outra ao lado da Copa! ‘Só temos mais esse carro aqui livre’!! E enquanto alugo o carro, começa a chover lá fora!!!

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