quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Bênção nº 9


   Sabe quando você se lembra de uma música da sua infância, mas não consegue recordar de toda a letra? Só aquele ritmo e você tentando compor o que falta dela.
   Já faz alguns anos que tenho uma dessas na minha cabeça. Eu tinha a impressão de que ela era do Cantor Cristão, e, de tempos em tempos, eu voltava a conferir para ver se ela não tinha brotado lá desde a última vez que eu olhei. Hoje tudo faz sentido! Eu a achei, perdida no meu computador (depois de alguns fatores que me levaram a ela) e descobri o porquê da impressão: ela faz parte do Hinário do Cantor Cristão!

PS: Para aqueles que quiserem saber qual é, é a 173.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Bênção nº 8


   Já me preparei para levar a bronca. Um soldado havia se machucado num jogo de futebol, coisa a toa, um chute na canela. Mas quando tem um acidente é necessário fazer uma ‘Parte de acidente’, é um documento descrevendo o acidente do militar, o dano, como aconteceu... Essas coisas. É para poder solucionar algum problema jurídico no futuro.
   Há uma semana, mais ou menos, um outro soldado procurou atendimento médico por conta de uma dor no ombro que começou depois que ele caiu, há um mês. E a parte de acidente deve ser feita em 24h. Por conta disso, já rolou um estresse com o comandante da companhia (ele é do tipo que fala bastante, que reclama, que provoca uma tempestade em copo d’água). E anteriormente um outro soldado, em outro jogo de futebol, havia machucado o joelho e não tinha sido feito parte de acidente (foi aí que começou essa novela em volta de partes de acidente).
   Voltando à história do chute na canela... Como não era nada de mais, resolvi aguardar até o dia seguinte para ver no que daria. Conversei com o soldado, já tinha melhorado, não achei que fosse necessário. Mas... Por causa dos problemas anteriores, das tempestades anteriores, das broncas anteriores, o adjunto de pelotão (que é o mesmo do soldado do ombro) levou o soldado para fazer a parte de acidente.
   Minutos depois o capitão me chama. ‘He! Vou lá receber a minha bronca.’. Quando cheguei lá, ele só perguntou como estava o soldado (eu disse que era coisa a toa, que já estava bem) e ele disse que tudo bem, só para eu avisar quando acontecer esse tipo de coisa. Sem mais.

domingo, 26 de agosto de 2012

Bênção nº 7


   Durante esta minha estadia no Haiti, Deus colocou um desejo no meu coração, um desejo que deve ser o de todos nós: fazer a diferença. Em minha visita ao Brasil, Ele me mostrou uma das maneiras que eu poderia fazer isso: entregando cartões de aniversário para os militares daqui.
   Tem um enorme significado para mim quando alguém me parabeniza por alguma coisa, principalmente se for alguém que não é muito próximo e que é “mais importante”, estruturalmente falando. Receber isso de alguém nessa condição tem um valor diferente porque, diferente daqueles que nos são próximos, é algo que a gente não espera receber e por isso tem um significado especial. E essa é uma condição em que me encontro aqui na companhia: em ordem de hierarquia, sou o 7º mais antigo, e num universo de 145, isso é algo importante.
   Como era de se esperar, minha estadia em Goiânia foi um tanto quanto corrida e, até por bobeira minha, acabei não comprando os cartõezinhos. Mas me lembrei (ou achei por acaso, agora não me recordo) que eu já tinha alguns guardados que eu tinha comprado a um tempo atrás (uns 20, mais ou menos). Não são muitos, mas para aqueles já seria uma diferença.
   Desde então eu venho planejando como faria isso. Peguei uma lista com os aniversariantes e hoje é o aniversário do primeiro deles. Já há uns 4 ou 5 dias começou a expectativa. Falar com alguém que não é próximo sobre alguma coisa pessoal, assim, cara a cara, é algo extremamente difícil para mim. Alguns não vêem, mas sou extremamente tímido e é nessas horas que essa timidez chega a se aproximar de medo.
   O dia é hoje. Separei o cartão, separei um chocolate e faltava a oportunidade. Resolvi que vou fazer isso na enfermaria (com todos os aniversariantes), onde é um lugar que posso encontrá-los a sós e que facilita para mim. Mas ainda faltava como trazê-lo até lá. Levei as coisas para lá e quando voltei para pegar minha bíblia achei a oportunidade certa: tinha um outro sargento saindo do meu alojamento. Foi só pedir para ele ir chamar o aniversariante até a enfermaria.
   Voltei para a enfermaria e fiquei esperando. A ansiedade lá em cima. Quando ele chegou, o parabenizei e entreguei o cartão com o chocolate. Ele ficou visivelmente feliz com aquela lembrança e disse que significava muito para ele. Pedi para orar por ele, orei, ele agradeceu mais uma vez e saiu.
   Que alegria me invadiu, que sensação maravilhosa! Isso é poder fazer a diferença cumprindo a vontade de Deus. Que!!!!!!! Posso melhorar. Gostaria de ter escrito um versículo (que eu já tinha escolhido mas acabei esquecendo pela expectativa) e de tê-lo deixado falar mais (acho que acabei o interrompendo). Mas esse foi o primeiro, e com certeza será o melhor.

Bênção nº 6


   Depois que achei um plug de tomada, que serviria para restaurar uma extensão que estava inviabilizada, lembrei-me que nas minhas arrumações tive a necessidade de usar o adaptador do meu computador para que tudo pudesse dar certo. Resolvi dar uma olhada na enfermaria se haveria por ali um adaptador que pudesse ser trocado para eu recuperar o meu adaptador.
   Olhando os adaptadores nas tomadas, em vez de achar um que resolvesse o meu problema, achei outro: tinha um ‘T’ meu também sendo usado na enfermaria. Agora em vez de estar sem 1 eu estava sem 2. Mas esse não era um problema a mais, mas um problema pronto para a solução que eu já tinha: um ‘T’ que tinha sobrado das minhas arrumações. Isso significava que eu já poderia recuperar o ‘T’ de eu nem me lembrava.
   Mas isso não resolveria o problema que fui solucionar, e que assim ficaria, porque não tinha nenhum adaptador que resolveria o meu problema. Mas antes de sair, resolvi dar uma olhada na gaveta, só por desencargo de consciência, mesmo, só para dizer que não olhei. E não é que o adaptador estava lá!?
   E com mais algumas trocas e manobras, vários problemas solucionados da melhor forma com aquela sensação de que tudo se encaixou perfeitamente.

Bênção nº 5


   São conhecidas, e inclusive noticiadas, as coisas que furacões e outros fenômenos meteorológicos costumam carregar oceanos afora. Essa semana, semana de Inspeção da ONU na base. E isso sempre significa arrumação.
   Uma das coisas a ser arrumada foram as várias extensões espalhadas pelo ambiente. Em vez de simplesmente tirar para voltar depois da inspeção (uma coisa que é bem característica das pessoas e que deve ser mudada se queremos ver um país realmente diferente), resolvi dar um jeito definitivo, arrumar a fiação de forma que ela possa ficar de forma aceitável. Para isso, uma das coisas que foi preciso fazer, foi desemendar uma extensão que tinha virado uma gêmea siamesa, e foi o que fiz. Mas uma delas ficou sem a ponta e ficamos com uma extensão a menos.
   Fui até o depósito de materiais verificar se tinha plug para tomada, mas havia acabado e, por isso, nada de concerto. Hoje de manhã, ao percorrer a base e verificar os danos, eis que chega a minha encomenda, jogada num canto pronta para ser usada na extensão desplugada.

Bênção nº 4


“Ao cair da noite, eles foram ao acampamento dos sírios; quando chegaram na entrada do acampamento, não encontraram ninguém. [...] Quando os leprosos chegaram à entrada do acampamento, entraram numa tenda, comeram e beberam.”
2Reis 7.5,8a

   Essa foi uma noite de “madrugada e confusão”. Chuvas, ventos, expectativa de tempestade tropical, vários danos à base, muito barulho, muita água, muito vento, pouco sono. Tudo isso junto e com o amanhecer um dia sem muita previsão do que poderia vir. Feijoada, jogo de futebol e churrasco que eram as previsões, foram por água abaixo. Todo mundo ganhando ração para se alimentar durante o dia.
   Resolvi dar uma volta pela base, tirar algumas fotos dos danos ocorridos. Quando passo pelo rancho e vejo a porta aberta. Resolvi entrar para ver se tinha muita coisa fora do lugar e me deparei com a linha de servir montada: pães, presunto, manteiga. E ninguém mais lá dentro.
   Na noite anterior a comida do jantar não deu para quem quis. Nas poucas vezes em que sobra alguma coisa, elas são recolhidas assim que acaba o horário. Dessa vez, um café-da-manhã só esperando por mim.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Bênção nº 3: Ser bênção também é bênção

"Oi, Murillo, tudo bem? Lá na congregação do Rio Formoso tem 3 crianças aprendendo tocar bateria, então, precisávamos comprar uma bateria para elas aprenderem e também para usar nos cultos. Estava pensando em como fazê-lo quando a Lélia me liga e diz: "Tem uma oferta do Murillo para vocês". Era exatamente o que precisávamos! Compramos a bateria. Então, estou escrevendo para agradecê-lo. Que você tenha dimensão do tanto que nos ajudou. Vai lá depois pra ver a bateria que você deu! hahaha"

   Estar no centro da vontade de Deus e ser por Ele usado tem dessas coisas: você ajudar de uma forma que nem sabia ser necessário. Coincidências não existem. Um Deus onisciente operando através de seus filhos, sim.
   Isso também é ser abençoado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

'Se alguém quer viver uma vida próspera, abençoada e abençoadora, precisa tão somente viver uma vida em comunhão com Jesus Cristo.'

domingo, 12 de agosto de 2012

Bênção nº 2



   Algumas bênçãos são grandes, são verdadeiros milagres. São aquelas em que você vê claramente o mover de Deus e você se sente como alguém VIP, com acesso a serviços exclusivos e diferenciados.
   Outras já são menores, são como presentes, pequenos mimos de alguém que só quer te lembrar 'Estou aqui. Te amo e estou cuidando de você.' E que também te dão a sensação de ser alguém extremamente importante, e vem aquela vontade de compartilhar com alguém, com todos, para que eles também possam desfrutar dessa sensação.
   Hoje foi o café-da-manhã dos aniversariantes de julho e agosto. Um café diferenciado, com bolo de aniversário, cumprimentos aos aniversariantes, parabéns, forro nas mesas, mais opções de comida...
   Quando cheguei no rancho (como é conhecido o refeitório no exército) já estava começando. Já tinham ocupado todas as cadeiras e tinha algumas pessoas em pé.
   Entregaram um cartão para os aniversariantes, cantaram parabéns e liberaram o café. Eu estava em pé, ao lado da linha de servir, mas onde eu estava não dava para alcançar os pratos, então apesar de estar num lugar extremamente privilegiado para ser o primeiro a me servir, faltava o principal, e já tinha uma fila enorme formada (eles são rápidos!). Resolvi comer primeiro o bolo, então, que era servido em outra mesa, com uma fila bem menor.
   Peguei meu bolinho, e com o êxodo rumo à linha de servir (e porque haviam buscado mais algumas cadeiras), vários lugares ficaram liberados. Escolhi um e me sentei. Comi o bolo e esperei a fila diminuir um pouco.
   Entrei na fila (nem peguei prato, porque agora eu já tinha o descartável do bolo) e fui me servir: pão, presunto e... só tinha 1 pedaço de queijo e duas pessoas na minha frente. 'Uma mussarela vai fazer falta, mas dá para comer pão com manteiga e presunto'. A primeira pegou o último pedaço e ainda sobrou queijo (como?). 'Por pouco eu não consigo pegar queijo'. A que estava na minha frente pegou queijo e ainda tinha uma fatia (??? Alguém já leu sobre a multiplicação dos pães? Pão estava sobrando dessa vez, sobrou para multiplicação para o queijo!). Peguei uma última e grossa fatia de mussarela. 'Nham! Nham!'.
   Obrigado, Senhor, por esse mimo!

Bênção nº 1

   Já faz um tempo que tenho a intenção de listar as bênçãos que tenho em minha vida.  Não que eu vá listar todas, mas tem algumas que já vem com aquela vontade de poder compartilhar.
   Na minha viagem para Goiânia me veio a ideia de criar um blog com esse objetivo, e, depois da ideia, já me vieram mais umas 3 bênçãos prontas para serem compartilhadas. Mas resolvi que não vou abordar o passado (não por enquanto), só o presente. E conseguir fazer esse blog, é a primeira de muitas que virão.